Transformar as organizações incumbentes nacionais em ativas digitais

PARA CONSEGUIR ESTAR NA LINHA DA FRENTE DESTA MUDANÇA, É ESSENCIAL QUE AS ORGANIZAÇÕES INCUMBENTES ATUEM COMO NATIVAS DIGITAIS, OU SEJA, INTEGREM O DIGITAL DE FORMA TRANSVERSAL NO SEU NEGÓCIO!
SERÃO AS EMPRESAS TECNOLÓGICAS CAPAZES DE AJUDAR OS SEUS CLIENTES NESTA JORNADA?
As previsões da IDC apontam para que, em 2021, pelo menos 30% da economia nacional já esteja digitalizada, impulsionada pelas novas ofertas digitais, pela digitalização das operações e das cadeias de valor, assim como pela integração entre os canais físicos e digitais.
A digitalização da economia nacional acelerou nos últimos anos devido à rápida consolidação de um novo paradigma na indústria de TIC, assente na 3ª Plataforma Tecnológica, um termo cunhado pela IDC e apresentado no IDC Directions® de 2008. Hoje estamos já a entrar no segundo capítulo deste novo paradigma, caracterizado sobretudo pela consolidação dos pilares da 3ª plataforma, e pela emergência dos Aceleradores de Inovação, soluções assentes em IoT, Inteligência Artificial, Impressão 3D, novas Interfaces Humanas/Digitais, Robótica e Blockchain, onde as forças e o posicionamento das principais empresas tecnológicas está a alterar-se profundamente.
Esta alteração de forças e do posicionamento das empresas tecnológicas já é muito visível também no mercado nacional, mais concretamente a IDC estima que a 3ª Plataforma e os Aceleradores de Inovação já representem cerca de 50% do mercado de TIC nacional, e que continuarão acrescer a uma taxa média de 12,1% e representarão cerca de ¾ de todo o mercado de TIC nacional em 2021, enquanto as tecnologias associadas à 2ª Plataforma irão decrescer em média 7,2% por ano no mesmo período.
Esta alteração de forças e do posicionamento das empresas tecnológicas já é muito visível também no mercado nacional, mais concretamente a IDC estima que a 3ª Plataforma e os Aceleradores de Inovação já representem cerca de 50% do mercado de TIC nacional, e que continuarão acrescer a uma taxa média de 12,1% e representarão cerca de ¾ de todo o mercado de TIC nacional em 2021, enquanto as tecnologias associadas à 2ª Plataforma irão decrescer em média 7,2% por ano no mesmo período.
Este gap entre a economia mundial e a nacional deve-se sobretudo ao fato de grande parte das organizações nacionais ainda não conseguirem compreender a Transformação Digital de forma transversal, como a capacidade de repensar os processos, a experiência do ecossistema e o desenvolvimento de novos produtos e serviços com base nas tecnologias de 3ª Plataforma e com os Aceleradores de Inovação. Apesar de muitas organizações a nível nacional já estarem a levar a cabo projetos digitais, estes são habitualmente processos isolados, e não alinhados com a estratégia de negócio e integrados num modelo que abranja toda a organização. O estudo anual de benchmak elaborado pela IDC sobre o tema transformação digital ilustra isso mesmo, apenas 37% das organizações nacionais têm uma estratégia de transformação digital alinhada com a estratégia de negócio, versus quase 50% para as suas congéneres norte-americanas.
Mas como em tudo, é possível mudar. No caso de Portugal é crítico mudar! Mas para reduzir este diferencial previsto para dentro de três anos, é fundamental que as empresas tecnológicas consigam também mudar os seus modelos de negócio e abordagem junto das organizações públicas e privadas.

Para conseguir estar na linha da frente desta mudança, é essencial que as organizações incumbentes
atuem como Nativas Digitais, ou seja, integrem o digital de forma transversal no seu negócio! Na perspetiva
da IDC, para ser uma Nativa Digital as organizações devem trabalhar cinco áreas fundamentais. Em
primeiro lugar, estabelecer um (1) Modelo Organizacional de transformação digital, seguido da
definição do quadro de desempenho nesta área, incluindo os (2) novos KPIs associados. Para definir os
diferentes passos nesta transição, torna-se necessário criar um (3) roadmap de use cases de transformação
digital a curto, médio e longo prazo que permita definir metas intermédias e ir monitorizando e
afinando ao longo do tempo. Para assegurar a execução, é essencial o (4) desenvolvimento de talentos
com as competências digitais adequadas e, por último, definir e construir uma (5) plataforma digital
para a organização assente na 3ª Plataforma e nos Aceleradores de Inovação.

No caso concreto do roadmap, a IDC desenvolveu nos últimos dois anos mais de 500 use cases em 15 setores, agrupados em mais de 60 prioridades estratégicas e mais de 170 programas de transformação digital.

Na perspetiva da IDC, infelizmente ainda são poucas as empresas tecnológicas no mercado nacional que
conseguem de fato apoiar os seus clientes em todos este processo e jornada de transformação digital.
Para além de dispor de um modelo de negócio “as a service” e abraçar a 3ª Plataforma e os Aceleradores
de Inovação, as empresas tecnológicas devem ser capazes de entender os use cases de transformação
digital dos vários setores económicos, desenvolver parcerias e criar ecossistemas que permitam os seus
clientes fazerem a transformação digital de forma holística, tornando-se verdadeiras Nativas Digitais,
onde o fator diferenciador estará cada vez mais na capacidade de utilizar as tecnologias para transformar
os dados em valor!

NO CASO CONCRETO DO ROADMAP, A IDC DESENVOLVEU NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS MAIS DE 500 USE CASES EM 15 SETORES, AGRUPADOS EM MAIS DE 60 PRIORIDADES ESTRATÉGICAS E MAIS DE 170 PROGRAMAS DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL..
gabriel opiniao

GABRIEL COIMBRA | GROUP VICE PRESIDENT
& COUNTRY MANAGER, IDC PORTUGAL

Com 20 anos de experiência no mercado de TIC, Gabriel Coimbra é Group Vice President da IDC e responsável pelas operações da IDC em Portugal, a empresa líder mundial na área de market intelligence, serviços de advisory e organização de eventos para os mercados das Tecnologias de Informação e Transformação Digital.

Para além das atividades de gestão, Gabriel Coimbra está diretamente envolvido na conceção e coordenação dos vários estudos e serviços de advisory que a IDC desenvolve em Portugal, contribui também em diversos projetos de consultoria e advisory da IDC em Portugal. Ao nível de EMEA faz parte da equipa que está a desenvolver novas práticas de consultoria e advisory na IDC. No contexto académico, colabora com algumas das principais instituições de ensino superior em Portugal, como é o caso da Católica Lisbon School of Business & Economics, NOVA IMS e Porto Business School, em programas de pós-graduação em Sistemas de Informação e Transformação Digital.

A sua opinião é regularmente citada na imprensa especializada e económica. Gabriel Coimbra é Mestre em Estatística e Gestão da Informação pela NOVA IMS e pós-graduado em Gestão Avançada pela Universidade Católica Portuguesa (UCP).